Notícias de pré-escolar

Visita ao Museu do Ar

Quarta, 11 Março 2015 16:20

Visita ao Museu do Ar

É na base aérea de Sintra que fica o Museu do Ar. Dividido em vários hangares, este museu tem como missão expor ao público o património histórico-museográfico aeronáutico.

Uma viagem aérea fantástica que, no passado dia 4 de março, encheu de entusiasmo e alegria os nossos alunos do Pré-escolar.

Começámos a vista visualizando uma imagem de João Torto, o português que em 1540 decidiu inventar e construir um sistema de asas que acreditava conseguir fazê-lo voar, realizou esta experiência do alto da Sé de Viseu, uma tentativa que acabou por conduzi-lo à morte.

Mesmo ao lado encontrámos um protótipo das Asas de Morcego construídas por Leonardo da Vinci, de imediato percebemos que o desejo de voar e conquistar o céu está presente na humanidade há muitos, muitos anos.

Por isso, o nosso guia explicou-nos que apesar de ao longo do tempo terem existido várias tentativas de voo, só no início do século XX Santos Dumont e os irmãos Wright creditaram os primeiros voos oficiais.

Ainda estávamos no início da visita e já nos deslumbrávamos com a imensidão de aeronaves expostas, pensámos então que a tarefa de vos escrever, sobre esta experiência de forma resumida, seria bastante difícil.

Por isso mesmo, decidimos destacar as aeronaves que mais nos impressionaram pelas suas características e história, e sobre as quais vos vamos falar como se de uma vista guiada se tratasse.

Logo no início da exposição encontrámos os primeiros aviões monomotor, os 16 Caudron G III.

Conhecemos, também, a aeronave Junkers utilizada pelas tropas de Hitler na segunda guerra mundial, um avião de cor preta usado estrategicamente durante a noite.

Mais à frente estava a Avro 631 Cadet, em todo o Mundo só existem três aeronaves deste modelo, sendo que a única exposta ao público é a que está neste museu.

Continuámos a conhecer a história da aviação e, também, a história do nosso país, ficámos maravilhados ao ver o Supermarine Sptifire, que foi o primeiro avião a fazer a nossa defesa territorial.

Durante a visita conhecemos o Planador Slingsby T.21, um modelo telecomandado à escala aproximada 1:4, este foi o primeiro planador de elevada dimensão a conseguir voar, foi construído, nos anos 90, pelo pai da Professora Ana que nos tempos livres se dedicava ao aeromodelismo. Um projeto em que poucos acreditavam, mas que a persistência, os cálculos rigorosos e a troca de informação com um militar de alta patente da força aérea inglesa, acabaram por tornar possível esta aventura.

Continuando a descobrir um pouco da história do nosso país, ficámos a saber que o Fiat G 91/R3 foi o avião usado durante a guerra colonial.

Já a visita estava quase a chegar ao fim encontrámos a aeronave que mais recordações nos deixou, por ter na frente desenhado a boca de um tubarão, ficámos mesmo impressionados.

Foi uma viagem fantástica pelos céus! Adorámos!

 

Prof. Ana Isabel Sousa, 11/05/2015

 

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Dia da língua materna

Quarta, 25 Fevereiro 2015 15:41

Dia da língua materna

 

Durante as longas viagens a caixinha nunca se abria, mas qual seria o motivo? Talvez estivesse alguém lá dentro com  vergonha? Ou medo? Ou frio? Será que estava assustado?

Mas afinal o que estava lá dentro?

De repente…bateram na caixinha, como se estivessem a bater à porta! Pum, pum, pum…e a caixa abriu-se! De lá saiu um pequeno menino chamado Poyoyo, que não falava português falava poyoyês.

Mas o que é poyoyês? Não conhecemos essa língua, será que o Poyoyo vivia no país dos esquimós?

O Poyoyo abanou a cabeça e disse que não. “Então de que país vens?” -perguntaram as crianças do Colégio da Bafureira. “Se calhar veio da Alemanha…mas lá não se fala poyoyês, por isso tem que vir de outro país. Afinal de onde veio o Poyoyo?”

“Será que foi de Angola? De Cabo Verde? Do Brasil? De Timor Leste? Ou de Macau?” - foram perguntando os meninos do CB.

Mas o Poyoyo abanava sempre a cabeça para dizer que não.” Já sei (disse uma das crianças) vieste de Moçambique ou da Guiné, lá também se fala português.”     

O Poyoyo continuou a dizer que não, e por isso as crianças perguntaram-lhe: “Tu falas português”? O Poyoyo encolheu os ombros… “Diz-nos se falas ou não, nunca te ensinaram?”

Foi então que o Poyoyo, com um ar tristonho, disse que não, abanando a cabeça.

As crianças disseram logo “Não faz mal, nós vamos ensinar-te!” “Olha diz lá bom dia”, o Poyoyo com uma voz muito tímida disse “Poyodia”.

De repente ouviu-se uma grande risada… foi então que o Poyoyo começou a chorar. As crianças deixaram logo de rir, perceberam que o Poyoyo estava muito triste.

Começou-se então a ouvir “Desculpa Poyoyo, nós queremos mesmo ser teus amigos e não nos voltamos a rir de ti, vais ver que todos juntos conseguimos ensinar-te a falar português”.

Com uma cara mais alegre, o Poyoyo, abanou a cabeça para dizer que sim, e com grande esforço disse “Bom poya”, “muito bem, estás quase a conseguir” – disseram todas as crianças.

O Poyoyo deu saltos de alegria, estava quase a conseguir falar português. Um dos meninos disse-lhe “Olha se vieres para o Colégio da Bafureira, vais de certeza aprender a falar português num instante”.

“Sim!” – respondeu o Poyoyo. De seguida os meninos arranjaram um lugar na sala para o Poyoyo, uma folha de papel e muitos lápis e canetas. Todos estavam entusiasmados com o novo amigo. O Poyoyo até estava baralhado com tantos novos amigos a quererem ensiná-lo, a quererem brincar com ele.

Aos poucos tentava compreender as novas palavras, tentava falar com os meninos, sempre que não conseguia havia alguém que o ajudava. Os meninos que tinham irmãos bebés davam-lhe muita atenção, afinal também estavam a ensinar os irmãos a aprender a falar.

Pouco antes das férias, o Poyoyo já falava bem português e começava a conseguir escrever algumas palavras.

Foi então que percebeu que com a ajuda dos amigos aprender a falar português era muito fácil e que já não precisava de viajar mais, tinha encontrado um país, uma escola e uma nova “família” onde se sentia muito feliz!

E vitória, vitória, acabou-se a nossa história, pozinhos de perlim, pim, pim a história chegou ao fim!

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Prof. Ana Sousa, 25/02/2015

 

 

 


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